Sobre a TSFI

TSFI – Uma metodologia Fenomenológica

A TSFI – Terapia Sistêmica Fenomenológica Integrativa, foi criada por Alexandra Caymmi, suíço-brasileira, psicopedagoga e psicoterapeuta, especializada em Terapia do Apego (Vínculo) e Terapia Sistêmica Fenomenológica – Constelações Familiares. É membro da ISCA – International Sistemic Constellation Association (Associação Internacional de Constelações Sistêmicas), autora dos livros “Criança ferida, criança que fere” e “Retorno ao centro de mim mesma”. Ministra regularmente seminários, cursos de formação e workshops na Suíça, França, Brasil, Portugal e México, com base na técnica por ela desenvolvida – a TSFI.

O caminho da construção da TSFI

Alexandra estudou constelações com Berthold Ulsamer, aluno de Bert Hellinger, dentro de um contexto de constelações mais “clássicas”, onde aprendeu as bases e também o quanto a ordem era importante no trabalho da constelação familiar.

Com o tempo, ela percebeu que às vezes surgiam elementos no campo sobre os quais não se tinha informação alguma. Sabia-se que havia algo, mas não exatamente o que era ou o porquê de aparecerem no campo. Como não havia informação suficiente isso era deixado em aberto. Para conseguir compreender estes elementos, o que representavam e o porquê de surgirem no trabalho ela começou, aos poucos, a desenvolver o processo de pesquisa no campo, para tentar elucidar o que havia por trás destes fenômenos e elementos, permitindo, por exemplo, descobrir se aquele  elemento que surgia era uma pessoa, ou várias pessoas, um evento importante, uma parte do cliente que estava desconectada, ou se tinha a ver com uma vibração, uma vida passada, se era uma questão carregada pelo cliente etc. A pesquisa é um trabalho importante de investigação no campo.

Assim, Alexandra foi transmitindo para os seus alunos o procedimento de pesquisa, para que eles mesmos pudessem ter ferramentas para trabalhar com estes fenômenos e para que houvesse um procedimento mais didático e claro para a prática do trabalho.

Posteriormente, surgiram ainda novos elementos que se agregaram ao trabalho, elementos mais específicos e pessoais de Alexandra, como a música, o canto e o xamanismo.

A música, o som e o canto

A música sempre fez parte da vida dela, com sua prática do canto e do violão em conservatório. Com isso o uso das músicas acabou se incorporando ao trabalho das constelações naturalmente. Às vezes surgia uma música, Alexandra cantava, e depois a música aparecia de novo em outro trabalho. Aos poucos, ela foi concluindo que determinadas músicas surgiam em situações específicas e tinham uma informação ou uma vibração importante para aquele trabalho. Ao longo do tempo ela foi fazendo a correspondência entre cada situação, os temas ou a energia e a vibração de cada música, utilizando-as no trabalho, para reforçar algo que surgia no campo ou ainda para ajudar na liberação de um trauma.

A música é uma ferramenta importante, pois ela tem o poder de provocar uma reação emocional, contornando a lógica analítica e se comunicando diretamente com a nossa alma. Mesmo que as músicas sejam cantadas em outro idioma, a linguagem é compreendida por meio das ondas sonoras ou palavras emitidas no canto. A alma compreende por meio da ressonância e da frequência.

O som é considerado como uma expressão poderosa da essência das coisas. Um canto é a energia de um objeto ou de uma história manifestada no som. Alguns sons utilizados na TSFI, tem o poder de liberar memórias celulares e viscerais e também atuam na movimentação do campo.

O xamanismo

Já o trabalho com os elementos do xamanismo foi uma transmissão que veio do avô de Alexandra. Ela havia feito uma constelação para si mesma onde surgiu a informação de que ela receberia uma transmissão importante. Alguns dias depois essas informações foram chegando, os gestos, os sons, os símbolos e os movimentos xamânicos. Esse conteúdo foi sendo acessado aos poucos e ela começou a utilizar os novos elementos no trabalho e percebeu que isso permitia um maior aprofundamento nas constelações e a resolução de questões que antes pareciam não se resolver facilmente.

O Xamanismo, é a herança e a trajetória da própria Humanidade em busca da cura e de uma consciência de Ser e Caminhar nesse mundo. Busca a Sabedoria e a Plenitude, de acordo com o movimento do Universo, reconectando-nos com caminhos e raízes ancestrais. É possível aplicar essa herança natural em nosso momento contemporâneo, no Aqui e no Agora, transformando nossa trajetória em uma vida repleta de potencialidades e redescobertas.

Liberação de Traumas

Numa situação perigosa, a pessoa produz muita energia, muito mais do que numa situação regular. Numa tal situação, existem (segundo Peter Levine, 1998) três possibilidades de reação: lutar, fugir ou ficar petrificado. Nas situações onde lutar ou fugir é possível, a pessoa utiliza a energia mobilizada e neste caso, não fica traumatizada. Mas, existem situações em que nem fugir e nem lutar é possível e a pessoa fica “petrificada”, neste caso, a energia mobilizada fica bloqueada no corpo, o que produz o trauma. O trauma fica presente no corpo da pessoa e em muitas situações da vida e a pessoa ainda se comporta como se estivesse vivendo o trauma no presente. Os traumas podem ter sido vividos por nós ou por outras pessoas das gerações anteriores e/ou pelo nosso povo. Todos estes traumas estão registrados em nós. São necessários, para trabalhar estes traumas, movimentos da alma, do coração e do corpo e constelações onde também apareçam as partes da pessoa que se perderam ou se desconectaram, pois durante um trauma perdemos ou nos afastamos de uma ou várias partes de nós mesmos (Por exemplo: a força, a confiança, autoestima, a expressão das nossas emoções e dos nossos sentimentos). Trabalhando com a TSFI, libertamos o bloqueio energético que o trauma criou, reintegramos as partes perdidas, recuperamos nossa força e energia e ficamos mais inteiros!

Constelação Familiar e a TSFI

Sendo duas pessoas completamente diferentes, as linhas de trabalho criadas por Bert Hellinger e por Alexandra Caymmi também se diferenciam.

De forma simples podemos dizer que Bert Hellinger iniciou seu trabalho com muita firmeza, seu jeito era muito mais masculino e objetivo, mas isto foi mudando ao longo do tempo com a chegada de sua esposa, Sophie Hellinger, que acrescentou um pouco da energia feminina ao seu trabalho.

Já Alexandra iniciou seu trabalho de uma forma mais feminina e acolhedora, para ela era importante acolher a pessoa exatamente no ponto onde ela estava e durante o processo mostrar claramente o que precisava ser visto, percorrendo o caminho com o cliente para que ele pudesse compreender o que estava sendo feito… mas isso se transformou!

Nos últimos anos, Alexandra percebeu a necessidade, principalmente no Brasil, de construir um trabalho mais firme, com mais estrutura, ordem, eixo e centramento o que foi possível a partir da energia masculina mais presente no trabalho da TSFI. O acolhimento ainda está presente, mas a partir de uma escolha consciente, porque não devemos acolher tudo, pois muitas vezes acolhemos muito “lixo”, e para que isso não aconteça é preciso colocar limites claros.

Outra mudança importante foi o trabalho com as vibrações e a importância da limpeza e libertação do corpo.

Para Alexandra o silêncio, o centramento e a conexão com o coração são muito importantes, mas o coração precisa de um corpo limpo de todo lixo vibracional e energético que carregamos, por isso o corpo tem sido incluído constantemente no trabalho da TSFI.

Não podemos falar em vida, libertação, equilíbrio, sem a inclusão do corpo nesse equilíbrio. É importante limpar não só emoções, energias e vibrações, mas também cada parte do nosso corpo, cada órgão, as vísceras, o sangue, a pele, o corpo todo. Por isso precisamos dar um lugar ao corpo, ao movimento do corpo e ao treino intensivo no corpo, somente assim será possível criar algo realmente novo e na base correta, do amor e da verdade.